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?O fato de vivermos de música não nos impede de fazer uma faculdade?, diz Pe Lu, da Restart

Em entrevista ao GUIA DO ESTUDANTE, músico fala sobre os tempos de escola, antes da fama

 

por Guilherme Dearo

 

 

 

O gosto pela música vem desde a infância entre os quatro amigos, que aos 13 anos começaram a tocar juntos. Entre aulas e provas, Pedro Lanza (18), Pedro Lucas (18), Koba (17) e Thomas (17) aproveitavam para aprender seus instrumentos. Até que, em 2008, nascia a banda Restart. Com dois milhões de acessos no MySpace em 2009, a banda gravou o seu primeiro CD em estúdio e já emplacou dois singles.

Recentemente, a banda ainda ganhou um impulso à sua popularidade, graças a um vídeo que virou hit no Youtube, em que uma fã, aos prantos, dispara “acho que é uma puta falta de sacanagem”. O vídeo mostrava o cancelamento de uma apresentação e sessão de autógrafos da banda pelo fato de o local não comportar os fãs apaixonados que apareceram, em número muito maior do que a organização previra.

A banda, para se desculpar, compôs a canção “Pra Você Lembrar”. “Os fãs são nossa prioridade, sem eles nós quatro aqui não somos nada”, diz Pedro Lucas, mais conhecido como Pe Lu, guitarrista e vocalista da banda.

Em entrevista ao GUIA, ele fala dos tempos do colégio, do gosto pela música, dos planos e do contato com os fãs na internet.


GUIA DO ESTUDANTE – Como vocês se conheceram?

PE LU – Estudamos juntos desde a 6ª série. Nos conhecemos nessa época e desde os 13 anos tocamos juntos. Aprendemos a tocar juntos.

Onde estudaram?
Estudamos no Colégio João XXIII, na Vila Prudente (São Paulo). Era um colégio de freiras, rígido em alguns aspectos, mas muito bacana em outros. Isso nos ajudou a sermos quem somos hoje.

Eram da turma do fundão ou dos nerds?
Acho que nós quatro nos encaixávamos em um meio termo disso! (risos) Não éramos nerds, mas ao mesmo tempo mantínhamos pelo menos o mínimo exigido pelo colégio para passarmos de ano. As professoras sempre gostaram da gente!

E as matérias preferidas? E as que não gostavam?
A gente sempre gostou de artes, português e outras matérias relacionadas ou que pudessem se relacionar com música. Sem contar a educação física, pra poder jogar um futebol, né… (risos) Acho que a matéria mais detestada por nós quatro sempre foi química.


Foi no colégio que surgiu o gosto pela música e a ideia de montar uma banda?

Sim. No começo era aquela coisa de levar violão pra tocar no intervalo. Depois montamos nossas primeiras bandas e há mais ou menos um ano e meio montamos a Restart, nosso primeiro projeto realmente profissional.

E antes disso? Tinham pensado em seguir carreira em outra área?
Acho que nem tivemos tempo de pensar em outras opções. Quando começamos a gravar o CD, eu tinha acabado de me formar no 3º ano e os meninos estavam entrando no último ano. De lá pra cá as coisas só têm dado certo, então não tivemos muito tempo pra pensar em outras profissões. A gente brinca que a Restart é a nossa faculdade.

E os pais? O que acharam da ideia de montar uma banda e seguir a carreira musical?
Nossos pais são incríveis e sempre nos apoiaram em tudo que a gente quis fazer. Com a música não foi diferente, mostramos que isso era nosso sonho e que estávamos dispostos a trabalhar de verdade pra que ele acontecesse. Eles [nossos pais] são nossa base.

Alguém da banda faz faculdade?
Não. Levamos uma vida muito corrida, tanto de shows quanto de compromissos com imprensa e afins, então não temos tempo para fazer uma faculdade.


Pretendem cursar alguma? Ou o plano é seguir na carreira musical?

Temos vontade. Acho que assim que conseguirmos achar uma brecha, vamos investir nisso. Nós queremos viver de música, já fazemos isso e pretendemos viver disso para o resto das nossas vidas. Mas uma coisa não anula a outra, o fato de vivermos de música não nos impede de fazermos uma faculdade. Todo aprendizado é válido.

Como é ser jovem e ter um público igualmente jovem?
Acho que a gente acaba falando a mesma língua. Eu escrevo uma música que fala sobre o que o cara ou a menina que vai ouvir tá passando, pois estamos na mesma idade, vivendo medos e novidades parecidas. Acho que a identificação fica mais fácil.

 

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