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Países europeus concordam em repartir entre si 40 mil refugiados

(Crianças refugiadas da Síria. Foto: Jordan Pix/Getty Images)

Os chefes de Estado e de Governo dos 28 países da União Europeia (UE) concordaram repartir entre si os 40 mil refugiados da Síria e Eritreia, nos próximos dois anos, mas com base em cotas voluntárias. Segundo o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, os líderes europeus tiveram uma longa discussão sobre a estratégia para lidar com os migrantes que tentam chegar à Europa.

A proposta da Comissão Europeia era de quotas obrigatórias, segundo a qual cada país teria de acolher um número previamente definido de migrantes. O primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, interveio criticando a proposta. "Ou vocês estão solidários ou não nos façam perder o nosso tempo", afirmou perante os colegas europeus.

>> Veja também: Em um mundo permeado por conflitos, Brasil recebe cada vez mais refugiados

Além da Itália, Hungria, Polônia e Grécia posicionaram-se do lado das críticas aos países mais reticentes em mostrar solidariedade com aqueles que têm de lidar com a chegada em larga escala de migrantes que atravessam o Mediterrâneo à procura de uma vida melhor na Europa.

O método de repartição dos migrantes será agora discutido e decidido em julho pelos ministros do Interior, anunciou Donald Tusk. Fonte diplomática indicou que a posição do governo português é que deve haver efetivamente solidariedade, mas é necessário negociar a ponderação dos critérios para a atribuição de quotas.

De acordo com a proposta da Comissão Europeia apresentada em maio, o número de refugiados a acolher por país é determinado com base no Produto Interno Bruto, na população total e ainda na taxa de desemprego e nos refugiados.

Além dos 40 mil refugiados da Síria e da Eritreia, que a UE irá acolher nos próximos dois anos, serão ainda reinstalados 20 mil refugiados que estão fora da Europa em situações de emergência, sobretudo no Norte e Nordeste africano e no Médio Oriente, no total de 60 mil migrantes ao abrigo dos mecanismos hoje aprovados.

Mais de 100 mil pessoas entraram clandestinamente na União Europeia desde o início do ano pelo Mediterrâneo ou pela Turquia.

 

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